Pare
de chamar todo faixa preta de mestre.
Você
pode estar desrespeitando quem realmente é.
Faixa
preta não é mestre.
E
isso precisa ser dito.
No
jiu-jítsu, “Mestre” não é apenas um tratamento.
É
uma graduação formal.
Para
alguém ser considerado mestre, ele precisa alcançar o sétimo grau na faixa
preta.
E
isso leva tempo. Muito tempo.
São
31 anos de faixa preta.
31
anos ensinando.
31
anos vivendo o jiu-jítsu.
31
anos resistindo ao tempo… e a si mesmo.
Porque
o mais difícil no jiu-jítsu não é chegar na faixa preta.
É
permanecer digno dela por décadas.
Muitos
param no caminho.
Outros
se perdem.
E
alguns mostram que nunca mereceram estar ali.
E
mesmo assim… continuam sendo chamados de “mestre”.
Isso
não é respeito.
Isso
é banalização.
Nos
últimos dias, vimos algo ainda pior…
Chamaram
um criminoso de “mestre de jiu-jítsu” em rede nacional, propagando desinformação, ajudando ainda mais na banalização de uma palavra tão bonita e significativa.
E, não!
Ele
não é mestre.
E
não representa nada dentro da arte.
E
cada vez que a gente usa essa palavra de forma errada…
a
gente ajuda a esvaziar o significado dela.
Eu
sei…
No
respeito, no carinho, dentro da academia…
muita
gente chama o professor de mestre.
Eu
também já fiz isso.
Mas
existe uma diferença entre respeito pessoal…
e
o significado real de um título que leva décadas para ser conquistado.
Mestre
não é qualquer faixa preta.
E
nem todo faixa preta chegou lá.
No
fim…
o
tempo separa quem apenas vestiu a faixa…

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