Katelynn Lane atribui à cadela Vesper e ao jiu-jítsu sua defesa durante o ataque de um urso-pardo. O caso aconteceu no Alasca.
Uma mulher atribuiu parte de sua sobrevivência a um ataque de urso-pardo no Alasca a conhecimentos adquiridos no jiu-jítsu.
O caso aconteceu no dia 18 de agosto, próximo à cidade de Kodiak, no Alasca, quando Katelynn Lane caminhava com sua cadela, Vesper, e encontrou uma ursa acompanhada de seus filhotes nas proximidades de um riacho.
O animal, estimado em cerca de 800 libras — aproximadamente 360 quilos —, avançou contra Katelynn.
Durante o ataque, sua cadela conseguiu distrair a ursa por alguns momentos. Katelynn tentou se afastar, mas acabou sendo alcançada e teve a perna agarrada pelo animal.
Caída de costas, ela passou a manter as pernas entre seu corpo e a ursa, utilizando-as para impedir a aproximação do animal.
Onde entrou o jiu-jítsu?
Após o ocorrido, Katelynn contou que já havia treinado um pouco de jiu-jítsu e percebeu que sua reação lembrava justamente um princípio aprendido durante os treinos: utilizar as pernas para controlar a distância e manter uma ameaça afastada.
Com uma das pernas criando uma barreira, ela conseguiu utilizar a outra para atingir o rosto da ursa com um chute. O animal interrompeu a investida e posteriormente se afastou.
A própria Katelynn não afirma que tenha pensado conscientemente em executar uma técnica de jiu-jítsu naquele momento. Segundo seu relato, tudo aconteceu muito rápido e sua reação pode ter sido simplesmente instintiva.
Ainda assim, para quem pratica a modalidade, a posição é bastante familiar.
No jiu-jítsu, quando alguém está no chão diante de um adversário, manter as pernas entre os dois corpos é uma das maneiras mais básicas de controlar a distância, impedir a aproximação e criar espaço para reagir ou escapar.
Jiu-jítsu contra um urso?
Apesar das manchetes que o caso pode gerar, é importante deixar uma coisa clara: Katelynn não “lutou jiu-jítsu” contra a ursa e muito menos aplicou alguma finalização no animal.
O que apareceu durante o ataque foi um princípio de movimentação e controle de distância desenvolvido no treinamento.
E talvez seja justamente esse o aspecto mais interessante da história.
Uma arte marcial não ensina apenas golpes. A repetição constante também desenvolve padrões de movimento que podem aparecer quase automaticamente em situações de pressão.
Katelynn caiu, colocou as pernas entre seu corpo e a ameaça, criou distância e conseguiu reagir.
Sua cadela Vesper também teve papel fundamental ao distrair a ursa durante o ataque.
As duas sobreviveram.
Katelynn sofreu hematomas e ferimentos nas pernas, mas conseguiu procurar ajuda após o animal se afastar.
O episódio obviamente não significa que alguém deva tentar enfrentar um urso utilizando jiu-jítsu. Trata-se de uma situação extrema e completamente imprevisível.
Mas a história deixa uma curiosidade interessante para quem pratica a arte suave:
às vezes, aquilo que aprendemos no tatame pode aparecer justamente quando não existe tempo para pensar.
Fontes: Alaska's News Source e Metrópoles.



Nenhum comentário:
Postar um comentário